SER ILUSÃO!
Na realidade da minha pobreza
Fico a pensar no meu sonho rico.
No meu trabalho,na minha esperança
No meu amor e de toda minha vida.
Que tudo se resume numa ilusão.
A ilusão de ser a lirica vadia dos jardins
A música das folhagens
A poesia canora dos beirais floridos
A saudade que os velhos troncos choram
das folhas que murcharam
Das folhas que caiem.
Dos ninhos, das asas que fugiram.
Ter a ilusão de que o jardim desfolha aos meus pés.
Ser o resumo encantado de todas as flores
Ter a voluptuosidade da rosa
Ser misteriosa como papoula
Ser religiosa como as violetas.
Ter o aroma de todos os canteiros
Ilusão esta que embala minha alma
Deixando o ombro sem passado.
Ilusão de que toda felicidade vem de ti!!
É como o amor, que desabrocha
e sonha!
Jane Freitas
Fico a pensar no meu sonho rico.
No meu trabalho,na minha esperança
No meu amor e de toda minha vida.
Que tudo se resume numa ilusão.
A ilusão de ser a lirica vadia dos jardins
A música das folhagens
A poesia canora dos beirais floridos
A saudade que os velhos troncos choram
das folhas que murcharam
Das folhas que caiem.
Dos ninhos, das asas que fugiram.
Ter a ilusão de que o jardim desfolha aos meus pés.
Ser o resumo encantado de todas as flores
Ter a voluptuosidade da rosa
Ser misteriosa como papoula
Ser religiosa como as violetas.
Ter o aroma de todos os canteiros
Ilusão esta que embala minha alma
Deixando o ombro sem passado.
Ilusão de que toda felicidade vem de ti!!
É como o amor, que desabrocha
e sonha!
Jane Freitas
MONÓLOGO MONÓTONO.
Conto os nós
Ponto por ponto,
olho os corpos..
o sol..
Todos mortos
No tronco
Todos os povos
Nos sonhos
Todos os rostos.
No sono
No fogo
Todos os cromossomos.
Todos os ossos.
Conto os corpos..
O gosto lodoso do fosso.
O socorro oposto
no doloroso dorso do lobo.
No formoso voo do corvo
Colho os ossos.
Só..
Pó.
Flor, dor, cor
Componho os sonhos
Conto os nós..
Jane Freitas
Esta é minha religião..
Celebro os ciclos naturais da minha vida e da natureza.
Contemplo um Deus ao céu aberto.
Um Deus firme e forte como a pedra
Fecundo e perene como a terra
Transparente como a água
Suave como o ar.
Ardente intocável como fogo.
Minha religião é banhada pelo sol
Pelo vento que passa nos campos cheio grãos e sementes,
Pela chuva que chega lúcida e fresca
Batizando a todos sem distinção.
Meu templo:
As plantações,os arvoredos
Uma santa celebração majestosa como sacerdotes.
A floresta se veste a luz do sol flamejante,
Murmura um canto dolente e sacro
Acompanhado pelo coro dos pássaros!
Por entre as ramagens uma paz viva e consoladora
Eu me curvo..
Diante das ervas, da relva, sob meus pés soberbas e divinas!
Me aninho por entre as folhagens e confesso,
A ignorância da minha alma
As nódoas do meu pensamento.
Ela não escolhe, tudo lhe é bom.
Afaga com doçura, distribuindo vida.
A mão que colhe seus frutos, a mão que golpeia seu tronco
o homem iluminado, o homem obscuro.
Tudo entrelaçado numa mesma aurora.
Vejo as raízes das flores se alimentando da podridão dos tiranos.
Como um grande ventre todos se fundem
Na promiscuidade sagrada da terra.
A natureza é a mais doce religião
Tem a mais verdadeira escritura.
E como mãe, imensos perdões!!!
Jane Freitas
SAUDADES....MÃE!
A saudade está aqui
Séria e triste.
Só falta o manto negro
Que não lhe ponho.
Pois a prefiro orvalhada de lágrimas.
Minhas preces estão subindo a teu encontro
Aproveito este momento de saudade
E te evoco inteira.
Vejo nossa casa reflorir com tua presença,
Te vejo na paisagem, no barulho da vida.
Mas sem a certeza do encontro
E sem o perfume dos vivos.
E isto doi mais que a saudade.
É por isto que neste momento de lembranças
Prefiro a orvalhada de lágrimas.
Porque não saberei quando ela voltará,
Assim com tanta plenitude!!
SAUDADES!!
JANE FREITAS
O eterno de ti
A estrada a pedra e o tempo
O choro de menino
A batalha vencida
O canto ferido
O gozo e o gemido
O eterno de ti!
A maneira de ser humano
A crença que resistiu purificada
O orvalho regando o verso
O amor que aprendeu ser inteiro.
Deixando fragmentos de aurora ardendo pelo caminho
Isto é o eterno de ti!!!
JANE FREITAS
ACORDEI OUTRA VEZ!
Acordei outra vez.
Para todos os sons
Para a força das cores
Para ação dos ventos
Para a mão do tempo
Para tolerar todas as dores.
Acordei outra vez.
No escuro do meu leito
Sem lágrimas ou súplicas
Só lembranças palpáveis.
Jorrando vida da fonte do meu peito.
Acordei outra vez.
Na realidade implacável
De amar sem limites
Amar sempre sem clausuras.
E nutrir deste mundo
Deserto visto em falso medo
Acordei outra vez.
De um sonho fugaz
Para viver outra vez
E ser outra, outra vez..
JANE FREITAS..
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